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Facebook é multado em £ 500 mil por vazamento de dados

Facebook é multado em £ 500 mil por vazamento de dados

O Facebook foi multado em £ 500 mil (R$ 2,38 bilhões) pelo órgão de regulamentação e proteção de dados do Reino Unido pela sua participação no vazamento de informações de usuários no escândalo da Cambridge Analytica.

De acordo com a BBC, o valor é o mais alto já aplicado pelo Information Commissioner’s Office (ICO). Segundo um porta-voz da entidade, a rede social de Mark Zuckerberg cometeu uma “violação grave”. O caso foi divulgado no início deste ano e em julho a ICO notificou a rede social que pretendia emitir a multa máxima.

O caso ganhou proporção mundial por envolver o uso de dados de usuários do Facebook para influenciar diretamente na eleição presidencial dos Estados Unidos, em 2014. Estima-se que informações de 87 milhões de pessoas foram vazadas.

Um dos proprietários da empresa era o bilionário Robert Mercer, um dos financiadores da campanha de Donald Trump. A Cambridge Analytica encerrou as atividades em maio deste ano.

“O Facebook também não conseguiu manter as informações pessoais seguras porque não conseguiu fazer verificações adequadas em aplicativos e desenvolvedores usando sua plataforma”, divulgou o ICO.

Em um comunicado, o Facebook afirmou que “deveríamos ter feito mais para investigar as alegações sobre a Cambridge Analytica e tomarmos medidas em 2015.”

Relembre o caso
O pesquisador Aleksandr Kogan e sua empresa GSR usaram um teste de personalidade para colher dados de até 87 milhões de usuários do Facebook em todo o mundo, majoritariamente nos EUA. Alguns desses dados foram compartilhados com o Cambridge Analytica, que o usou para direcionar a publicidade política para a campanha presidencial dos EUA.

“Mesmo depois que o uso indevido dos dados foi descoberto, em dezembro de 2015, o Facebook não fez o suficiente para garantir que aqueles que continuaram a realizar a ação tomassem medidas corretivas adequadas e oportunas, incluindo a sua exclusão”, afirmou o órgão britânico.

O fundador e CEO do Facebook, Marck Zuckerberg, foi convocado para dar explicações públicas sobre o caso nos Estados Unidos e no Reino Unido.

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